Boletim Informativo
Ed. 40 — Jul/Ago/Set 2011
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CONVIVÊNCIA FAMILIAR E NA ESCOLAAs famílias sofreram grandes mudanças nos últimos 40 anos, e essas mudanças ainda não terminaram. Uma delas, bem significativa, foi a diminuição do número de filhos que decidem que devem ou podem ter principalmente porque ter e criar um filho custa hoje muito caro.Além do número de filhos, o tipo de vida das famílias grandes favorecia o ensinamento aos irmãos da partilha, da solidariedade, do companheirismo. Na época das grandes famílias, ter um filho único era preocupante porque parecia não haver condições propícias a esses aprendizados. Hoje, muitos casais com apenas um filho se preocupam pelo fato de essa situação, por si só, criar condições problemáticas para a formação e educação dos filhos. E que temos visto é que, mesmo nas famílias com mais de um filho, todos são criados como se fossem filhos únicos, o que não favorece o surgimento daquelas situações que já foram consideradas ideais para determinados ensinamentos de convivência. Elas têm aprendido a viver de acordo com a cultura do individualismo que as cerca e têm priorizado a posse das coisas mais do que o uso delas porque assim temos ensinado. O individualismo não combina com a generosidade, o clima competitivo não se conecta com a solidariedade, não é?Um equívoco é acreditarmos que as situações vividas por crianças e jovens são mais decisivas em sua formação do que as atitudes educativas dos pais.O fato é de que temos muita dificuldade para ensinar certas virtudes e atitudes na convivência porque nós mesmos não mais as exercemos. Como ensinar a ceder se sequer no trânsito somos capazes de permitir que outro carro entre a nossa frente? Como ensinar a tolerância se não suportarmos o que é diferente? Como ensinar a dialogar se não sabemos ouvir? Como ensinar a esperar a vez se fazemos de tudo para sermos os primeiros?Os pais não precisam se preocupar com essa situação específica da vida do filho e sim com todas as outras que invadem nossa vida e que ensinam a eles que não desejaríamos que aprendessem. E é preciso contar também com a vivência na escola. Aqui eles podem e devem aprender a compartilhar, a saber esperar, a colaborar com os outros, a conter seus impulsos individualistas.Viviane Gonçales Passarini
MOMENTO DE RENOVAR A PARCERIAA parceria entre escola e família é renovada anualmente, baseando-se nos princípios de respeito e confiança. Estamos nos aproximando deste momento de renovação que nos remete à reflexão sobre esta parceria.A família é o primeiro grupo social com o qual a criança convive e, portanto, vale ressaltar a importância de seu exemplo e orientação. A escola é o espaço social em que o aluno experimenta relacionamentos sadios e conflituosos e está “protegido” pela mediação e orientação de vários educadores. Novamente, o exemplo é peça chave nesta orientação.Por isso, quanto mais esses dois pilares estiverem em sintonia, mais positivo será o resultado. A comunicação entre escola e família deve ser constante e é fundamental que aborde aspectos comportamentais e pedagógicos. Participar de reuniões, validar o trabalho da escola e informar-se sobre os aprendizados é fundamental, mas ficar atento às mudanças de comportamento e comunicar a escola também é necessário. Se os pais demonstrarem curiosidade em relação ao que acontece em sala de aula e reforçarem a importância do que está sendo aprendido, estarão dando uma enorme contribuição para o sucesso da aprendizagem.Por outro lado, a escola mantém as portas abertas para atender os pais e tratar da evolução da aprendizagem das crianças e/ou suas dificuldades, antecipa quais conteúdos serão trabalhados e como serão abordados, informa sobre mudanças na estrutura física, na organização do espaço e do tempo escolar ou na equipe pedagógica, orienta sobre a necessidade de auxílio externo e outras medidas que possam promover o desenvolvimento.É preciso ter em mente que escola e família almejam um só resultado: propiciar o desenvolvimento da criança em vários aspectos, para que obtenha sucesso na aprendizagem e nas relações.Alessandra PiccoliAssistente de Direção e Orientação Educacional
O QUE REALMENTE PRECISAM NOSSOS FILHOS?Apesar desta pergunta ter um toque de individualidade, pois cada família a responderá de acordo com seus princípios e objetivos, podemos pensar em aspectos importantes e que podem ser consenso.Talvez vejamos uma conotação de futuro ao pensarmos sobre como podemos proporcionar o que nossos filhos precisam: uma boa escola para ter uma boa formação e consequentemente conseguir sua colocação no mercado; prepará-los para “o mundo”, trabalhar e construir para eles uma condição de conforto; ensiná-los a serem responsáveis pelos próprios atos, pois um dia terão que arcar com tais consequências; e assim segue a infindável lista sobre tudo aquilo que planejamos.Quando olhamos apenas para o que desejamos no futuro, deixamos de olhar para o presente e consequentemente para tudo o que devemos contemplar neste instante. O crescimento é agora, os desafios estão acontecendo e a cada situação se faz uma oportunidade de começarmos a maior lição de todas: somos referenciais.Certamente o planejar tem sua importância, mas olhar para aquilo que como pais devemos fazer neste momento é essencial: além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores e princípios. Precisam de limites, da correção, da disciplina em amor, da orientação e acompanhamento diário. Os pais devem cuidar da formação moral dos filhos.Nossos filhos precisam de nós.Jamile BompadreCoord. Pedagógica e Orientação Educacional – Etapa II
O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO NUMA CONCEPÇÃO CONSTRUTIVISTANeste período do ano, recebemos muitas famílias vindas de outras escolas para visitar e conhecer nossa proposta de trabalho, principalmente em relação ao processo de alfabetização que se concretiza a partir do 1º ano.Uma das grandes preocupações é saber como os filhos serão alfabetizados sem uma “cartilha”, sem o uso das famílias silábicas, recursos pelos quais nós fomos alfabetizados.Acreditou-se por muito tempo e, alguns ainda acreditam, que a alfabetização é um processo cumulativo, onde os conhecimentos eram apresentados pouco a pouco, do mais simples (letras e sílabas) ao mais complexo (palavras e texto). As atividades de leitura e escrita apoiavam-se na memorização de sílabas estudadas e palavras formadas por elas. Muitas atividades de exercitação da memória eram realizadas, sem a compreensão por parte dos alunos. Na concepção construtivista a alfabetização é um processo de construção conceitual, apoiado na reflexão sobre as características e o funcionamento da escrita. Utilizam-se textos reais para aprender a ler e escrever. As atividades planejadas apóiam-se no uso de procedimentos que permitem a leitura e a escrita de textos, mesmo quando não se sabe ainda ler e escrever. As atividades são desafiadoras, configuram como situações-problema, em que os alunos precisam pôr em jogo o que sabem, para aprender o que ainda não sabem.Ao interagir com textos reais, mesmo que não se saiba ler convencionalmente, aprende-se a ler e perceber sua respectiva linguagem. A correspondência letra-som é um dos inúmeros conteúdos cuja aprendizagem é necessária para que se possa dominar progressivamente a linguagem escrita, mas não o predominante.O conhecimento acerca da didática da alfabetização é fonte de estudo da equipe pedagógica do Colégio Atual. O planejamento de atividades desafiadoras e os projetos que envolvem a leitura e a escrita alimentam nosso trabalho e contribuem para que a construção do processo de alfabetização das crianças seja tranquila e cheia de descobertas.No site da escola há uma amostra de alguns projetos de Língua Portuguesa desenvolvidos com os grupos de 1º e 2º anos, acessível aos pais interessados.Maria Rita PenteadoSupervisora da Área de Linguagem —Etapa I e Ed. Infantil
ESTUDOS DE MEIO - ETAPA IIO Estudo do Meio em Paranapiacaba, realizado pelo 6º ano, foi de grande importância, pois os alunos tiveram a oportunidade de conhecer a história da Vila, a parte alta, a parte baixa, os avanços tecnológicos e um contato direto com a Mata Atlântica. Visitamos diversos locais como o Clube União Lyra Serrano, Museu Castelinho, realizamos a trilha no Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba, conhecemos o Museu Ferroviário “Funicular” que é formado por um complexo ferroviário, as lendas típicas da região, entre outros. Um turismo pedagógico que abrange diversas áreas de ensino com um foco principal nas disciplinas de história, geografia e ciências.Professoras Denise Miranda e Cláudia Bravo, Etapa IIA manhã do dia 30 de agosto foi muito esperada por nossos alunos do 7º ano. Às 7 horas da manhã, estavam quase todos a postos, trazendo junto à mochila, muitas expectativas, entusiasmo e muito, muito fôlego para um dia totalmente ecológico: A Prainha Branca, no litoral paulista, que se destaca na região por ser isolada. O acesso ao “paraíso escondido” é feito a pé por uma trilha no meio da Mata Atlântica de cerca de 20 minutos que parte da balsa de Bertioga. Durante a trilha, observamos a beleza e a riqueza da fauna e flora que nos encantaram. Encontramos diversas casas de pescadores, barracas nos quintais dos moradores e os famosos bares que servem petiscos em feriados e finais de semana.A Prainha Branca é considerada uma das orlas mais bonitas do litoral paulista e do Brasil. Fica situada em uma reserva ambiental da Serra do Guararu (Guarujá), praia Branca – o nome deve-se à cor de sua areia.Acompanhados de monitores e “dores”, chegamos de volta ao ônibus e fomos direto ao restaurante. Que comida gostosa!A visita ao Aquário do Guarujá, considerado o maior da América Latina, tem 8 mil animais de 235 espécies, de água doce e salgada. A maior atração é o Oceano, um tanque gigantesco que mostra grandes cardumes como se estivessem em mar aberto.Como sempre dizemos: “Quem não foi perdeu muuuuito!”.Professoras Cláudia Giraldi e Telma, Etapa II
FESTA DA FAMÍLIA 2011 - 2º AO 5º ANOPreparem-se para a emoção e diversão de nossa Festa da Família, que será uma homenagem aos nossos antepassados, buscando resgatar alguns traços de suas culturas, sendo: dança, alimentação, costumes etc. Os alunos já estão ensaiando as danças típicas e teremos barracas com deliciosas comidas.Nosso objetivo é proporcionar um momento familiar inesquecível!Contamos com a presença de todos!
AGENDE-SE23/09 (6ª-feira) — Conselho de Classe da Etapa IOs alunos da Etapa I Manhã sairão às 10hOs alunos da Etapa I Tarde sairão às 16h
26/09 (2ª-feira) —Conselho de Classe da Etapa IIOs alunos da Etapa II sairão às 10h
27/09 — Reunião para Pais da Etapa I TARDE, às 19h
29/09 — Reunião para pais da Etapa I MANHÃ, às 19h
30/09 — Reunião para pais da Etapa II, às 7h30 (manhã) Os alunos de Etapa II entrarão às 10h
12/10 — Feriado (4ª-feira)
29/10 — Festa da Família, 2º ao 5º ano, na Unidade Atual

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