Era uma vez uma família muito pobre que morava numa casa perto da floresta.
A madrasta queria que as crianças fossem embora porque não tinha comida para alimentar a boca de todo mundo. Joãozinho e Mariazinha ouviram a conversa toda da madrasta e do pai:
- Vamos levar as crianças na floresta e largá-las lá.
Mariazinha começou a chorar e Joãozinho aconselhou a irmã:
- Calma, não chore, dorme tranqüila porque o bom deus vai nos ajudar.
Joãozinho pegou seu casaquinho e foi lá fora. Guardou pedrinhas brancas no seu bolso que brilhavam como moedas de prata.
No dia seguinte a madrasta chegou ao quarto e falou:
- Acordam seus preguiçosos, nós vamos cortar lenha.
No caminho, Joãozinho ficou olhando para a chaminé.
O pai falou:
- Por que está olhando para trás Joãozinho?
- O meu gatinho está querendo se despedir de mim.
A madrasta falou:
- Seu bobo, é o sol da manhã que brilha na chaminé.
A madrasta deu um pedaço de pão para cada um e disse:
- Guardem esse pedaço de pão para o almoço.
O pai e a madrasta iam à floresta cortar lenha. A madrasta falou que iria buscá-los. O pai falou para juntarem lenha para fazer uma fogueira e a madrasta disse:
- Deitem junto ao fogo e descansem, eu e seu pai vamos cortar lenha. Ficaram sentados junto ao fogo e quando deu meio dia cada um comeu seu pedaço de pão. Escutaram golpes de machado e acharam que seu pai estava por perto. Mas era só um galho que seu pai amarrou numa árvore seca. Ficaram muito tempo sozinhos e dormiram. Quando acordaram já era noite. Mariazinha começou a chorar e Joãozinho falou:
- Não chore, não chore! Vamos encontrar o caminho de casa quando aparecer a lua. As pedrinhas vão seguir o brilho da lua!
Quando ela apareceu, seguiram as pedrinhas e chegaram em casa!
A madrasta abriu a porta e disse:
- Pensei que vocês não iam voltar nunca mais!
O pai ficou feliz em vê-los. Foram dormir e escutaram o pai e a madrasta conversando porque só tinha mais um pedaço de pão:
- Foi doloroso para eles. Seria malvadeza não dividir o último bocado de pão com as crianças.
Joãozinho levantou da cama, mas a porta estava trancada e Mariazinha começou a chorar:
- Não chores, não chores! O bom deus vai nos ajudar. No dia seguinte a madrasta acordou as crianças:
- Acorde seus preguiçosos, vamos até a floresta cortar lenha.
Deu um pedaço de pão para cada um e joãozinho foi jogando migalhas de pão pelo caminho. O pai levou as crianças para mais fundo da floresta e disse:
- Joãozinho por que está olhando para trás?
Ele respondeu:
- Minha pombinha está querendo se despedir de mim.
A madrasta de novo falou:
- Seu bobo, é o sol da manhã que brilha na chaminé.
Joãozinho continuou jogando migalhas pelo caminho da floresta.
Estavam bem longe de casa, chegaram ao meio da floresta e a madrasta disse:
- Fiquem aqui que nós vamos cortar lenha na floresta. Quando chegar meio dia comam seu pedaço de pão.
Quando chegou meio dia comeram seu pedaço de pão e descansaram. Quando
Acordaram já era noite. Andaram muito procurando o caminho de volta e cansados, dormiram. Quando acordaram viram um passarinho branco como neve e o seguiram até chegar próximo a uma casinha de doces. Ela era feita de pão e coberta de açúcar transparente. Mariazinha comeu um pedaço da janela e joãozinho comeu um pedaço do telhado. De repente apareceu uma velhinha e falou:
- Roque roque roidinha, quem comeu minha casinha?
Joãozinho respondeu:
- Não foi ela não fui eu, foi o vento que roeu!
E a velhinha falou:
- Vocês devem estar com fome. Entrem!
Ela deu leite, biscoito e nozes. Arrumou duas camas bem confortáveis com alvos lençóis. Deitaram pensando que estavam no céu.
Mas a velhinha só se fingia de boazinha, pois era uma bruxa malvada que só tinha construído aquela casinha para atrair crianças, matar, cozinhar e comê-las. Para ela era um dia de festa.
Quando amanheceu ela resmungou consigo mesma:
- Esse daqui é um bom bocado!
Acordou Joãozinho e pegou pela mão ossuda e levou para o curralzinho, trancou lá o pobre do Joãozinho. A bruxa acordou Mariazinha e disse:
- Vá buscar água para fazer uma comida bem gostosa para o seu irmão engordar e eu comê-lo.
Mariazinha foi até o curral e avisou o irmão. Todas as bruxas não enxergam muito bem, porém elas têm um faro de animal. Todos os dias ela pedia para ele mostrar o dedinho. Ele mostrava um osso de frango no lugar do dedo.
A bruxa já estava cansada de esperar tanto e pediu para Mariazinha esquentar o forno porque ia comer o Joãozinho magro ou gordo.
Amanda
Ana Carolina
Bianca
Danilo
Diogo
Felipe
Gabriel
Gustavo
Isabela
Lucas
Manuella
Maria Fernanda
Sofia
Você Atual
|
||||
| Informações
|
|||
|
Unidade Atual Pueri Domus Rua Xingu, 455 - Valparaíso - Santo André - SP - tel.: (11)4426-8620 |
||